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O Coronel Avarento ou O homem que a terra recusou - Ed. Luzeiro

R$ 7.00 

Josué Gonçalves de Araujo

O meu primeiro livro de Cordel lançado pela Editora Luzeiro Ltda.
...

Minhas musas do Olimpo,
Peço a vós, inspiração.
Iluminem a minha alma,
Pra narrar com precisão
Uma história muito triste
De uma seca que persiste
Na caatinga do sertão
....
...

O velho alisou a barba,
Sorriu estranho, e falou:
— Vivo correndo no mundo,
Minha alma me ordenou:
— “Vai peregrinar na vida,
Sem dinheiro e sem guarida,
Com a roupa que restou.”

“Vai à busca do sentido,
Da existência dessa vida” —
Explicou o amigo velho,
Nos degraus da bela ermida.
— Creio que já encontrou,
E também já se cansou,
Dessa busca sem medida?

Uma história intrigante e fascinante no sertão do nordeste envolvendo um Coronel avarento e numa surpreendente tragédia...

 

Os três Fios de Cabelo de Ouro do Diabo

R$ 7.00 

Obra comtemplada com prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 Edição Patativa do Assaré do Ministério da Cultura - Editora Luzeiro

Em um tempo muito antigo, o nascimento de uma criança empelicada causa estremecimentos no pequeno vilarejo onde vivem seus pais. Uns dizem que é maldição, outros que é mau augúrio. Uma sábia feiticeira lhe profetiza bonança e realeza. O Imperador, receoso de perder seu trono, adota um plano de crueldade e morte. Mas o destino está traçado...


Todo e qualquer egoísmo
É irmão da ambição,
Que é irmã da inveja,
Madrasta da presunção,
Com isso o homem se acha
O Senhor da Criação.

Alegre, por não ser Deus,
O nosso Pai Soberano,
Peço aos céus, inspiração
Para tratar de um profano
E de um dos grandes pecados
Que persegue o ser humano.

Sob o teto de um casebre,
Nasceu um menino forte.
Por conta de seu aspecto
Julgaram trazer má sorte,
Mau agouro, bruxaria
Ou o cutelo da morte.

Acontece que a criança
Veio ao mundo empelicada.
O pai vestiu-se de susto,
A mãe ficou alarmada.
Julgaram que aquele filho
Teria vida azarada.

...

— Um bebê empelicado —
Refletiu a cartomante —
É sinal de boa sorte.
Apesar de alarmante,
Digo que esse sortudo
Será grande governante!

De criança a adolescente,
O jovem traz porte belo,
Mas a cisma do destino
Já lhe prepara um cutelo:
As águas do rio da morte
Abalarão seu castelo.

Mas isso já é o fim...
Vamos voltar ao começo
Porque história se conta
Do início, sem tropeço.
Por isso peço que leiam
Todo o caso com apreço.

 

O Mistério da Pele da Novilha - Ed. Luzeiro

R$ 7.00 

“Na noite mais escura, a tempestade traz à porta de João Simões um estranho viajante. Seu alforje esconde uma amarelada pele de novilha. Pela manhã, depois do café, com voz grave olhar perdido no horizonte, o peregrino inicia a história daquela pele e fala da maldição que o persegue há muitos anos. Uma narrativa surpreendente.”Palavras do Professor Aderaldo Luciano Doutorado em Literatura com tese em cordel.



Dessa forma eu começo a minha narrativa:


Bem assim, que me contaram,
O que eu conto e reconto.
Se é verdade, eu não sei!
Pois quem conta, aumenta um ponto.
E a tendência da história
É crescer, de conto em conto.

Numa noite muito escura,
Entre raios e trovões,
Um homem bateu à porta
Da casa de João Simões,
Que, apesar da noite alta,
Acolheu-o sem sermões.

Proveu-lhe um bom jantar
Oferecendo-lhe pousada,
Quando foi pela manhã,
Serviu-lhe boa coalhada.
Como bom anfitrião,
Não mostrou cara amarrada!

...

 

Apagando as Pegadas

R$ 7.00 

As convenções sociais separam Jose Mário e Lucineide. Meio século depois o forasteiro retorna a sua terra atrás do que perdera na longínqua distância. Na busca do seu passado encontra um presente que jamais imaginou. O tempo é senhor da história que reserva surpresas incríveis. O que terá acontecido com eles?

 

 

 

Numa tarde nebulosa
De melancólico inverno,
Um ônibus enlameado,
Como se viesse do inferno,
Atravessa um nevoeiro,
Trazendo um homem de terno.

Enfim, Areia dourada!
Defronte a rodoviária,
A viagem então se finda.
A figura solitária,
Faz uma cara de dor,
Por culpa da coronária.

O passageiro que apeia
É um homem já idoso,
Com o terno amarrotado.
Negro de porte garboso,
Andava sob a neblina,
Com o passo cauteloso.

...

Desse cenário remoto,
Volta os olhos ao presente,
Mas em outra dimensão,
Ao tempo indiferente.
Forasteiro é sempre aquele
Que passa a vida ausente.

...

 

O Jovem Encarcerado e o Cordel Encantado

R$ 7.00 

A editora Luzeiro lança o primeiro trabalho feito em parceria pelos poetas Josué Gonçalves de Araujo e Varneci Nascimento.


Veja a sinopse da obra:


“Aldione era um rapaz cuja beleza o condenou a uma maldição. Vítima de um passe de magia, encantou-se encarcerado vivo em uma rocha. Só o poder maravilhoso de um poema o salvaria desse degredo. Mas quem assumiria essa missão? Mistério e poesia nos darão a resposta neste cordel encantado”.


Veja as primeiras estrofes:

A cidade grande esconde
Os sentimentos da gente.
A ciência avançou muito,
Tudo está tão diferente
E nós sentimos saudade
Das coisas de antigamente.

Na cidade de São Paulo,
Em noite de muita lua,
Esquecidas do barulho
Que se espalha pela rua,
A vovó e a netinha
Vivem a noite só sua.

— Se não for pedir demais,
Vovó, me conte uma história,
Na qual o amor ao próximo
Seja a coroa da glória
E prestar ajuda aos outros
Seja o signo da vitória.

— Estela, se assim deseja,
Farei o que me compete,
Sem omitir os detalhes,
Tampouco jogar confete
Sobre aquele que foi preso,
Mas foi solto por Ivete.

(...)

Quer conhecer o resto da história? Compre o livro.
varnecicordel@yahoo.com.br ou 
josuegaraujo@gmail.com
 
 

O Gato de Botas em Cordel

R$ 5.00 

"Ao receber um gato como única herança de seu pai, um jovem lamenta sua sorte. Mas alguma coisa naquele felino não era comum. A clássica história de Charles Perrault ganha nova vida no cordel."

...

A astúcia desse gato
Era muito conhecida.
O rapaz ouviu o gato
Com sua voz convencida,
Tratou logo de aceitar,
A proposta oferecida.

Em se tratando de caça:
Passarinho, inseto ou rato,
O bichano era certeiro.
Todo cheio de aparato
Com um bote calculado
Capturava seu prato.

Dessa forma, o gato esperto
Calçou as botas compradas,
E, pondo o saco nas costas,
Adentrou nas invernadas,
Onde havia coelheiras,
Locais de muitas caçadas.

...

 

Os 10 Mandamentos em cordel

R$ 5.00 

"A história bíblica de Moisés conduzindo seu povo pelo deserto transformou-se em clássico da literatura e do cinema. Do Monte Sinai, as tábuas da Lei chegam aos hebreus e, agora, ao cordel brasileiro."

...

Quando o homem foi expulso
Do jardim do paraíso,
Recebeu o veredicto
Pela falta de juízo
E passou difuso tempo
Amargando o prejuízo.

O maior dos privilégios,
Concernente à comunhão
Entre o Homem e o Divino,
Malogrou na excomunhão.
Lúcifer ganhou a terra,
E saiu sem arranhão.

Deus voltou a este mundo
Todo envolto em sua glória
Do santo monte Sinai,
Retomou a nossa história,
Revelando-se a Moisés
Em toda a sua oratória.

...

E "não terá outros deuses",

Nenhum deus, diante de mim.
"Eu sou o Senhor teu Deus",
Sem início, meio e fim;
Eu criei o céu e a terra,
Sou o eterno Elohim.

...

 

O Carroceiro e o Burro

R$ 5.00 

Um jovem que não seguiu os conselhos da mãe abraça a profissão de Carroceiro, e nela encontra um Burro, que apesar de irracinal, se torna o parceiro ideal para os seus desabafos. Este animal lhe oferece respostas interessantes para as suas lamúrias.

...

Sorte não é privilégio,
Não se ganha de presente!
É a mão do Criador
Sorteando livremente
Na roleta da existência
De tudo quanto é vivente.

No tabuleiro da vida,
Eu não fui um escolhido.
Sou perfeito na saúde,
Robusto, mas desprovido
Da tal sorte, cuja origem,
Vez ou outra, eu duvido.

Minha mãe aconselhou-me:
— Você vai para a escola!
Seja homem de prestígio!
Não roube e não cheire cola,
Siga o caminho dos livros
E o 
seu futuro decola. 

...

Essa minha existência
Não foi Deus quem a criou.
Sou filho de uma égua,
Que com um jegue cruzou,
No livro da criação,
Minha espécie não constou.
...

 

 

A Vingança do Fantasma do Cangaceiro de Lampião

R$ 10.00 

Livro brochura de 32 páginas com encadernação artezanal, folhas costuradas e pequena edição.

...

 

Um adolescente presenciou o extermínio, cruel e covarde, de toda a sua família, por pessoas influentes de uma pequena cidade. O motivo era o forte interesse nas terras dos seus pais. O jovem jurou vingança e por essa razão, se juntou ao bando de Lampião. Quando o bando foi atacado, resultando na morte do capitão, o jovem cangaceiro, também, foi ferido de morte e antes de morrer, prometeu voltar para concluir a sua vingança. Uma história repleta de mistério e magia.

Autor

 

 

 

O tempo visa e revisa

O registro dos eventos,

Editando a grande obra

Vivida em todos momentos:

Alegrias e prazeres,

Incluindo os sofrimentos.

 

Ajustando cada página

Na medida cronológica,

No livro se marca o tempo

Usando somente a lógica

Na montagem dessa obra

De importância antológica.

 

O destino quando erra,

Pois, ele não é o Cristo,

Sendo o fato registrado,

Passado sem ser revisto,

A página salta no tempo

E provoca um imprevisto.

 

Mas foi num tempo longínquo,

No sertão, lá do Nordeste,

A seca se alimentava

Dos raios vindo do leste,

E a sede era o maior,

Dos horrores do agreste.

 

Uma família migrante

Se alojou numa cabana,

Nas margens de um rio sem água.

De verde, ali, só a cana

Que venceu a estiagem,

Ao redor de uma imburana. 

...

As chibatadas cessaram.

— O cabra já foi punido —

Anunciou Zé dos Anjos

— Castiguei o atrevido.

A minha irmã foi vingada,

O caso está esquecido.

 

Lampião crescendo o beiço

Concordou com o rapaz:

— Esse cabra é sangue quente,

Valente, esperto e sagaz...

Se não for um cangaceiro,

Será um bravo capataz.

...

 

Macunaíma o herói sem nenhum caráter - em Cordel

R$ 10.00 

No fundo do mato-virgem, 
Macunaíma nasceu 
As margens d’Uraricoera. 
Nenhum murmúrio, se deu 
Quando a Índia Tapanhumas 
Pariu o filho e gemeu.

Indiferente, ela olhava 
Aquele negrinho feio, 
Lhe assuntando de través 
Com a cara de aperreio. 
Chorou e ficou de pé 
Tentando sugar-lhe o seio.

Já na sua meninice 
Revelou sua cobiça 
Por todo e qualquer vintém. 
O trabalho era injustiça, 
Falou somente aos seis meses, 
Quando disse: — “Ai que preguiça!”

...

 
R$10,00

Macunaíma - o herói sem nenhum caráter - em Cordel - 32 Páginas Editora Areia Dourada
Preço: R$ 10,00

APRESENTAÇÃO

Era o século XX, mais precisamente na década de vinte, um grupo de poetas idealizaram a necessidade de revolucionar a arte brasileira, que até então, sofria fortes influências lusitanas. Para impulsionar este movimento que buscava uma mudança radical, traduzindo em uma nova linguagem modernista, deixando os elementos simples de nossa cultura invadir a criação artística, trataram de organizar a Semana de Arte Moderna. Foi nesse espaço que os idealizadores desse evento socializaram o que estavam plantando para um novo momento da poesia, literatura, música, artes cênicas, afinal para todas as expressões artísticas. Uma verdadeira revolução cultural, onde todos os envolvidos sabiam que teriam que enfrentar muita resistência, mas não se renderam e seguiram em frente. Um dos idealizadores Mário de Andrade, queria mais, não se conformou em apenas ter realizado esse grande evento, A Semana de Arte Moderna. Ele queria conhecer a cultura de nosso povo. Para tanto, saiu pelo país afora. Chegando a região nordeste, se encantou com a vida simples do povo e o que se produzia artisticamente naquele lugar. Conheceu o cordel, a cantoria, o cangaceirismo, tudo lhe encantava.

Nos versos do Futurista,
Poeta Mário de Andrade:
“Ver arte contando história,”
“São glórias desta cidade.
” Quando um povo não tem glória,
Arte é celebridade! 

De imediato, a cabeça do idealizador da Pauliceia Desvairada, interagiu com aquela realidade. E ele se dispôs a abrir a sua criação literária deixando-a se influenciar pela produção artística que expressava de forma singular a realidade daquele povo, as raízes da cultura nordestina.

As obras falam por si:
Moda: “Viola quebrada
” Livro: “Lira Paulistana
” Sua obra consagrada,
“Macunaíma, o herói,
Nas telas, foi projetada.

O cordel que até aquele momento, nos ciclos eruditos, era visto com desdém, como uma literatura de pouco valor, que não agregava o lírico ele enxergou com outros olhos. Para ele foi uma verdadeira descoberta. Viu no cordel, um gênero literário, e passou a beber nessa fonte. Na sua obra O BAILE DAS QUATRO ARTES, publicou um capítulo “Romanceiro de Lampião retratando o período do “cangaceirismo”, e o que foi mais sublime, reproduziu trechos da poesia de cordel, que ele retirou dos folhetos que coletou durante a viagem, explicando aquele fenômeno histórico, tão desconhecido da maioria da população brasileira. Uma das obras mais sublimes, do seu arsenal, Macunaíma, foi inspirada em um dos folhetos clássico do cordel brasileiro de um dos pioneiros desse gênero literário, o paraibano Leandro Gomes de Barros. O cordel satírico A Vida de Cancão de Fogo e o seu Testamento foi à fonte em que Mário de Andrade bebeu para construir o protagonista de seu clássico Macunaíma.

O nome Macunaíma,
Ima - “grande”, maku - “mau”,
Bom e mau, covarde e bravo...
Um elemento dual:
Sendo incapaz e capaz,
Faz o bem e faz o mal.

Agora em pleno século XXI o poeta Josué Gonçalves de Araújo faz uma legítima homenagem aos setenta anos de morte de Mário de Andrade que conheceu o cordel ainda na década de 20 e que o encantou. O encontro de Mário de Andrade com o cordel é a demonstração da grandeza desse gênero literário, reconhecida por um dos impulsionadores da arte moderna, que percebeu que a literatura brasileira era muito maior do que se pensava. O poeta Josué nos presenteia versando Macunaíma, uma das obras consagradas do poeta paulistano.

Nando Poeta Sociólogo e escritor

No fundo do mato-virgem,
Macunaíma nasceu
As margens d’Uraricoera.
Nenhum murmúrio, se deu
Quando a Índia Tapanhumas
Pariu o filho e gemeu.

Indiferente, ela olhava
Aquele negrinho feio,
Lhe assuntando de través
Com a cara de aperreio.
Chorou e ficou de pé
Tentando sugar-lhe o seio.

Já na sua meninice
Revelou sua cobiça
Por todo e qualquer vintém.
O trabalho era injustiça,
Falou somente aos seis meses,
Quando disse: — “Ai que preguiça!”

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